sábado, 5 de janeiro de 2008

A Arte e o Futuro Digital

A ARTE DIGITAL - A ARTE DO QUOTIDIANO

Numa perspectiva mais alargada, a arte digital é uma arte sem fronteiras, talvez a arte do futuro. Uma arte low-budget, diária, onde acessibilidade, criatividade, trabalho contínuo e distribuição fazem parte do mesmo processo; onde a interdisciplinaridade se mistura com o que nos rodeia como forma de interrogar, documentar, construir de forma activa; onde a interactividade se constrói no próprio processo de criar.
Pensa-se a arte como reacção, diálogo, espelho, feedback e como a tecnologia pode expandir capacidades humanas. Através de construção de circuitos, sensores e programação de computador criam-se reacções físicas.

O FUTURO DIGITAL

As estreias de 2005 deixaram uma curiosa lição: o digital passou a estar na linha da frente do cinema. Muito para além dos efeitos especiais, as novas hipóteses tecnológicas podem contribuir para a diversificação das formas de produção e das opções artísticas.
Significa isto, antes de tudo mais, que há muito deixou de ser correcto considerar que o digital seja algo associado apenas aos efeitos especiais e, daí, aos gigantescos orçamentos.
Se é verdade que o digital está a transformar todas as vias para fabricar e difundir o cinema, não é menos verdade que é preciso ter em conta a pluralidade de hipóteses que as novas tecnologias estão a gerar. Na prática, pode dizer-se que todas as fases da gestação de um filme (da preparação à pós-produção, da filmagem à montagem) foram, de alguma maneira, ‘digitalizadas’. Daí também que seja cada vez mais inoperante o ponto de vista segundo o qual o digital viria anular a ‘pureza’ original da película cinematográfica.


Sara Gonçalves

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