quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Adios, adios, aufwiedersehen and goodbye


Neste velhinho ano 2007 que passa para dar lugar ao novo ano de 2008, despedimo-nos da Disney no sentido mais tradicional da palavra. Os clássicos desenhados pelo punho do desenhador, pintados à mão onde, um olhar mais atento, poderia até ver uma pincelada mais grossa, onde proliferava a arte das canetas, dos lápis, das aguarelas e folhas de papel, perfeitos na sua imperfeição, despede-se dos estúdios Disney. No seu lugar nasce a era da animação digital.
Aos 75 anos o estúdio do rato Mickey prepara-se para fazer evoluir esta sua fase de vida para um estádio... digital! A verdade é que não se encontram aqui surpresas. A emergência da Pixar e da DreamWorks deu um novo fôlego ao cinema de animação reestruturando todo o imaginário para as imensas possibilidades dos pixéis e que provaram, desde logo, as possibilidades dos grandes sucessos de bilheteira. É o caso de Toy Story (1995), que deu inicio à revolução dos pixéis, Monstros e Companhia (2001), À Procura de Nemo (2003) ou Os Incríveis (2004) da Pixar, estúdio que após várias parcerias com a Disney acabou por ser comprada por ela; Shrek (2001) com as devidas sequelas Shrek 2 (2004) e 3 (2007), Madagáscar (2005) ou Bee Movie: a história de uma abelha (2007) da DreamWorks.
Estes sucessos fazem tremer os estúdios do rato Mickey que desde O Rei Leão (1994) não tem um êxito assinalável. Alguns dizem que está ultrapassada, outros que não se reinventou e não soube acompanhar a evolução dos tempos. A verdade é que, tenta agora acompanhar as leis do mercado. Simbolicamente esta transação é marcada pelo fecho dos míticos estúdios Disney na Flórida onde foram criados alguns dos filmes como O Rei Leão (1995), Mulan (1998) ou Lilo e Stitch (2002). Os mais de 280 trabalhadores não sobreviveram à mudança do tempo e alguns foram despedidos enquanto outros foram integrados noutras divisões da empresa em Los Angeles, como é o caso da maioria dos animadores, que hoje se dedicam a cursos de animação digital e a novas técnicas de exploração digital de aplicação nos filmes de animação.
Para a história ficam o velhinhos clássicos animados à mão como O Rei Leão (1994), A Bela e o Monstro (1991), Cinderela (1950), Branca de Neve e os Sete Anões (1937), O Livro da Selva (1967), Dumbo (1941), A Dama e o Vagabundo (1955), Bambi (1923), A Pequena Sereia (1989), para o futuro todas as possibilidades que os pixéis têm para oferecer.

Recordamos os clássicos e deixamos a nossa homenagem:

"Espelho meu, espelho meu há alguém no mundo mais belo do que eu?"
Rainha Má em Branca de Neve e os Sete Anões (1937)

"Lembra-te: deixa sempre que a tua consciência seja o teu guia."
Fada Azul em Pinóquio (1940)

"Já alguma vez viste um elefante voar?"
Corvo em Dumbo (1941)


"Tamborilei, é por isso que me chamam Tambor."
Tambor em Bambi (1942)



"Procura o necessário, somente o necessário o extraordinário é de mais."
Baloo em O Livro da Selva (1967)



"A alga é sempre mais verde no lago do vizinho."
Sebastien em A Pequena Sereia (1989)



"Como podes ler isto? Não tem desenhos!"
Gaston em A Bela e o Monstro (1991)


"Estás a esquecer-te da regra de ouro. Quem tem o ouro faz as regras."
Jaffar disfarçado em Alladin (1992)

"Os teus problemas são p'ra esquecer. P'ra sobreviver tens de dizer...Hakuna Matata!"
Timon e Pumba em O Rei Leão (1994)

"Preferia morrer amanhã que viver cem anos sem nunca te ter conhecido."
John Smith em Pocahontas (1995)

"Santuário! Santuário!"
Quasimodo em O Corcunda de Notre Dame (1996)

"Mi Jane. Tu Tarzan."
Jane em Tarzan (1999)

Ana Mestre

Fontes:
Premier nº69, ano 6, Julho 2005
http://www.bedeteca.com/index.php?pageID=recortes&recortesID=1310

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